O universo em miniatura: um modo diferente de ver o mundo

 

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Redação (Quinta-feira, 28-09-2017, Gaudium Press)
Caminhávamos pelo interior do Canadá, águas belíssimas ornavam a paisagem bordeadas por pedras, muitas pedras, e em alguns pontos com uma vegetação encantadora, formando um grande lago do qual não se via a outra margem. Sua extensão era tão vasta que ondas se formavam neste lago.

Admirava tudo, acompanhado de um amigo fotógrafo. Comentávamos a paisagem, nos entretínhamos com as pedras, relacionávamos aquela beleza com a Fonte de toda beleza, Deus.

Conversávamos entretidos, até que... Meu amigo! O que houve com meu amigo?

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Sim, algo aconteceu...

Um repentino silêncio me chamou a atenção. Calou-se meu amigo, e me vi a conversar sozinho, sem resposta às minhas indagações!

Olhei para trás e vi, com espanto, o meu amigo a pouca distância. Estava ali, rente ao solo. Seus braços estavam rígidos, seus olhos vidrados colados à objetiva. Me aproximei para analisar, neste instante escutei um sonoro Click! Sim, um click. Pude então ver que suas mãos manejavam habilmente sua boa máquina fotográfica.

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Mas meu maior espanto foi ao verificar o objeto de tão grande interesse... Em meio àquele panorama exuberante, com um lago azul paradisíaco e um céu fabuloso, meu amigo fotografava uma mísera florzinha, menor que a falange do meu mindinho, em meio a um amontoado de pedras...

Não contive o espanto e logo exclamei:

-Mas com toda essa exuberância da natureza ao nosso redor você vai fotografar uma florzinha de nada!

À indagação meu bom amigo apenas respondeu:

-Sabe, nós fotógrafos vemos o mundo de uma forma diferente.

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De fato... quando me mostrou o resultado de sua fotografia fiquei impressionado!

Aquela florzinha tomou uma perspectiva impressionante, realçada sua beleza com as pedras escuras ao fundo. Ele soube pôr em evidência o que o comum das pessoas não vê, e não faz ideia de que existe.

Por David A. Ayusso

Fotos: Leandro Souza/David Ayusso