A Igreja Católica mantêm o Quênia unido, afirma Presidente da Conferência Episcopal

 

Homabay - Quênia (Quarta-feira, 11-10-2017, Gaudium Press) Dom Philip Anyolo, Bispo de Homabay e Presidente da Conferência Episcopal do Quênia, afirmou em uma entrevista concedida à agência Fides que a Igreja Católica cumpre um papel fundamental no sustento da sociedade em meio de uma grave crise política. A revogação de uma reeleição presidencial é reconhecida como um financiamento das instituições democráticas, mas representa um grave risco de violência diante do qual os prelados atuaram buscando manter os canais de diálogo e o respeito de ordem legal.

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"Além das cartas que escrevemos como Bispos Católicos, estamos realizando grandes esforços para envolver a vários partidos e colocar fim a este impasse", explicou Dom Anyolo. "Através deste enfoque, me atrevo a dizer que é a Igreja quem mantêm o país unido, proporcionando uma voz diferente da dos políticos". Os prelados preenchem um vazio no guiar da nação e respondem ao clamor dos habitantes de uma tomada de posição.

Segundo o Presidente da Conferência Episcopal, "a Igreja fala a um ritmo e um nível nunca antes experimentados e está trabalhando mais do que nunca. Vivemos em circunstâncias diferentes em uma nova exceção constitucional onde as instituições são fundamentais". O prelado indicou que a situação marca uma mudança ante o passado, "quando tínhamos somente um partido político e as confissões religiosas falavam separadas das vozes individuais". Os líderes religiosos buscam persuadir aos candidatos para acudir diante da Comissão Eleitoral Independente e encontrar um consenso para as novas eleições.

Em vez de tomar partido por alguma das tendências políticas ou as reivindicações das diferentes partes, a posição da Igreja é a do respeito de ordem legal. "Não se trata somente do problema atual, mas de algo que vem de muito antes destas eleições", explicou Dom Anyolo. "Por muito tempo, enfatizamos que nossas instituições devem ser sustentadas já que mudá-las regularmente não parece ajudar". Em uma mensagem aos cidadãos emitida no dia 06 de setembro, os prelados pediram o respeito às decisões judiciais e calar os ataques contra as instituições. "A Igreja não é uma instituição política. A política vai e vem. A Igreja permanece, dando passos em favor do futuro, além da política atual", concluiu. (EPC)