Informar com respeito pela dignidade humana, recomenda Francisco ao jornal La Stampa

 

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 14-05-208, Gaudium Press) Ainda dentro do clima da 52ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, recordamos palavras do Papa Francisco:

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"Numa época em que todos falam e intervêm, mas nem todos estão dispostos a ouvir e refletir, o papel da informação profissional é mais do que nunca necessário", afirmou o Pontífice.

"Faço votos ao jornal La Stampa que renova a sua aparência exterior e ao Vaticano Insider, o site web de La Stampa dedicado à informação religiosa, que sempre ofereça aos seus leitores boas informações e informações boas".

Estas palavras do Papa são trechos de uma carta por ele dirigida ao editor do jornal italiano La Stampa, jornalista Maurizio Molinari. O jornal, como disse Francisco, está nas bancas com uma nova apresentação gráfica, iniciada com a edição do fim de semana.

Com subtítulos nossos, transcrevemos trechos da carta que procura ser também uma orientação dirigida a jornais e jornalistas em geral. Algo como uma orientação coletiva, generalizada:

Mídias sociais e jornalistas hoje

"As mídias sociais são hoje instrumentos universalmente difundidos e representam uma grande oportunidade para as pessoas. Mas é justamente essa multiplicação de ofertas de informação e espaço na web que torna ainda mais importante o papel dos jornalistas profissionais e do jornalismo de qualidade", diz Francisco.

Informação, aprofundamentos com respeito à dignidade humana

Francisco continua:
"Um jornalismo que não somente respeite as regras da deontologia profissional tentando oferecer uma boa informação, mas que saiba também propor, no difícil contexto em que vivemos, uma boa informação: feita de aprofundamentos e confrontos, sempre respeitosa da dignidade das pessoas ".

Informação sem esterilidades, superficialidade e intrigas

"Uma informação, -destacou o Papa-, que não caia em contraposições estéreis, na superficialidade, na maledicência. 

Uma informação que não se satisfaça em descrever apenas o que já está sob os holofotes, que não se esqueça das situações dramáticas das quais ninguém fala, e que não se canse de contar com delicadeza e humanidade as histórias das pessoas, com particular atenção aos indefesos, aos últimos, aos descartados, àqueles que não têm poder.

Uma informação capaz de narrar a complexidade da realidade em que vivemos, sem ceder aos fáceis esquematismos e à propaganda". (JSG)