Morte de Vincent Lambert é uma derrota para a humanidade, diz Santa Sé

 

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 11-07-2019, Gaudium Press) De pouco adiantaram as manifestações do Papa e de pessoas de diversos pontos do mundo pedindo pela vida de Vincent Lambert, 43 anos, enfermeiro francês, internado no hospital de Reims, no norte da França, há dez anos.

Morte de Vincent Lambert é uma derrota para a humanidade,diz Santa Sé-foto divulgação.jpg

Vincent Lambert morreu nesta quinta-feira, 11 de julho, três dias antes de a França comemorar o seu lema, desde 1789: Libertè, Egalitè, Fraternitè.

A situação de Vincent levou o Papa Francisco a escrever nas redes sociais:
"Rezemos pelos enfermos que são esquecidos e abandonados à morte. Uma sociedade é humana se protege a vida, toda a vida, do início a seu fim natural, sem escolher quem é digno ou não para viver. Que os médicos sirvam à vida, não a tirem."

Esse tuíte de Francisco foi publicado enquanto Vincent Lambert estava sendo morto de fome e de sede.
Há nove dias, desde o último dia 2 de julho, os profissionais de saúde do hospital tinham suspendido a alimentação e a hidratação de Vincent, após uma longa batalha legal.

Vincent não era o que se convencionou chamar de doente terminal.

Há mais de 10 anos ele encontrava-se em estado de consciência mínima -para alguns, em estado vegetativo- para outros, após o acidente automobilístico que o deixou tetraplégico.

Uma derrota para a humanidade, diz Pontifícia Academia para a Vida

Ainda nesta quinta-feira, a Pontifícia Academia para a Vida assim manifestou-se:
"Dom Paglia e toda a Pontifícia Academia para a Vida rezam pela família de Vincent Lambert, para os médicos, por todas as pessoas envolvidas neste caso. A morte de Vincent Lambert e sua história são uma derrota para a nossa humanidade".

Sala Stampa: pesar e orações

Também no final da manhã desta quinta-feira o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, declarou:

"Recebemos com pesar a notícia da morte de Vincent Lambert. Rezamos a fim de que o Senhor o acolha em sua Casa e expressamos proximidade a seus entes queridos e a todos aqueles que, até o último momento, se empenharam em assisti-lo com amor e dedicação.

Recordamos e reiteramos o que disse o Santo Padre, pronunciando-se sobre esse caso doloroso: Deus é o único dono da vida do início até o fim natural e é nosso dever protegê-la sempre e não ceder à cultura do descarte". (JSG)