Correios lançam selos nos 100 anos da cripta da Catedral da Sé de São Paulo

 

São Paulo (Sexta-feira, 06-09-2019, Gaudium Press) A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançou na última quinta-feira, 5, a emissão comemorativa "100 Anos da Cripta da Catedral da Sé". O evento de lançamento ocorreu na Catedral Metropolitana de São Paulo, após uma Santa Missa presidida pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer.

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Todos os selos dessa coleção trazem na parte superior o característico teto da cripta, formado por abóbadas de tijolinhos aparentes. Em dois dos selos, está retratada a escadaria que dá acesso à cripta, localizada sete metros abaixo do nível da Praça da Sé. Outros dois reproduzem imagens que representam Jó e São Jerônimo: simbolizam a morte e a ressurreição, e foram esculpidas em mármore de Carrara pelo escultor paulista Francisco Leopoldo e Silva, especialmente para o edifício.

O altar da cripta também é retratado. Por fim, marcando a presença das importantes personalidades cujos restos mortais estão abrigados na cripta centenária, um dos selos apresenta a reprodução da medalha que orna o túmulo de Dom Duarte Leopoldo e Silva, Arcebispo de São Paulo entre 1908 e 1938 e responsável pelo desenvolvimento do projeto de construção e início das obras da Catedral.

Com tiragem de 180 mil selos e valor de R$ 1,30 cada unidade, as peças estarão disponíveis nas principais agências dos Correios e também na loja virtual.

Cripta da Catedral da Sé de São Paulo

Inaugurada em 16 de janeiro de 1919, a cripta da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção e São Paulo foi a primeira parte concluída do novo templo na reformulada Praça da Sé - que substituía o antigo largo de mesmo nome, quatro vezes menor. A nova praça integrava um conjunto maior de ações da prefeitura de São Paulo que tinham o objetivo de adequar a cidade ao seu crescimento desordenado, fruto do sucesso da economia do café.

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Espécie de capela subterrânea, a cripta acolhe os túmulos dos Bispos e Arcebispos que governaram São Paulo ao longo desses 274 anos de história (a partir de 1745 como Diocese, com território desvinculado da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, e desde 1908 como Arquidiocese). Estão no local os restos mortais de Bispos como Dom Duarte Leopoldo e Silva, que foi o primeiro Arcebispo de São Paulo e conduziu a elaboração do projeto e os primeiros passos das obras da nova catedral, e de Dom José Camargo de Barros, morto num naufrágio que foi imortalizado em tela do pintor paulista, Benedito Calixto. (EPC)