Paquistão: estudantes com nomes cristãos sofrem abusos e perseguições

 

Islamabad - Paquistão (Terça-feira, 08-10-2019, Gaudium Press) Dom Samson Shukardin, Bispo de Hyderabad, no Paquistão, acaba de denunciar: a intolerância religiosa e os abusos nos colégios do país estão obrigando os pais cristãos a dar nomes islâmicos aos seus filhos, disse ele em uma entrevista a uma organização pontifícia, publicada pela Grupo ACI.

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"Muitas minorias dão aos seus filhos nomes islâmicos para que não sejam assinalados como cristãos e se tornem possíveis alvos de discriminação nas escolas de ensino fundamental e médio, ou nas universidades", disse Dom Shukardin.

Infiéis

O Bispo de Hyderabad disse que as minorias são "consideradas infiéis e estão negativamente representadas" nos livros escolares e, em muitos casos, "sofrem abusos nas escolas públicas".

"Os fundamentalistas -continua o Prelado- acreditam que o Islã é a única religião completa, que a salvação só se encontra no Corão, como o último livro sagrado" e, por isso, "a maioria das minorias, e em particular os cristãos, temem os ataques e a perseguição".

Sequestros, conversões e casamentos forçados

O Bispo mostrou como os cristãos no Paquistão sofrem por causa dos extremistas que os associam falsamente ao Ocidente:

"Se o Ocidente ataca muçulmanos em qualquer lugar do mundo, fundamentalistas se enfurecem no Paquistão e, com frequência, atacam igrejas", assegurou Prelado que, em seguida, destacou os problemas sobre os sequestros, e as conversões e casamentos forçados.

Disse ele:

"Os muçulmanos acreditam que converter uma pessoa ao islã lhes garante a vida eterna.

Se um esforço inicial falha, eles recorrem ao sequestro.

Os sequestros e os casamentos forçados são mais comuns nas zonas rurais, onde as pessoas têm pouca educação" e estão mais expostas.
(JSG)