CNN condenada a pagar indenização milionária por difamar jovem católico

 

Washington - EUA (Sexta-feira, 10-01-2020, Gaudium Press) A CNN, grande agência de notícias norte americana, acaba de fazer um acordo para indenizar Nick Sandmann, um estudante católico de ensino médio do norte de Kentucky (Estados Unidos).

CNN condenada a pagar indenização milionária por difamar jovem católico .jpg
A CNN divulgou uma notícia difamatória após a Marcha pela Vida de 2019
e pagará milionária indenização por isso.

A CNN divulgou uma notícia difamatória após a Marcha pela Vida de 2019.
E esta notícia fez com que o jovem fosse assediado e atacado durante todo este tempo, trazendo consequências graves para sua vida e imagem pessoal.

O acordo ocorreu em 7 de janeiro, segundo informou um porta-voz da CNN a ‘The Enquirer', e faz parte do processo apresentado por Sandmann contra essa rede de notícias, o ‘The Washington Post' e a ‘NBC Universal', perfazendo um total de 800 milhões de dólares em danos e prejuízos morais.
CNN

No caso específico da CNN, o processo foi aberto em março de 2019 com o pedido de uma indenização de 275 milhões de dólares.
Embora alguns meios de comunicação mencionem que o acordo seria de 250 milhões, oficialmente não há detalhes do mesmo.
Em sua conta no Twitter, Sandmann apenas ressalta que chegou a um acordo com CNN.

Os advogados do jovem de 16 anos indicaram que ele sofreu uma cobertura midiática difamatória quando o acusaram de assédio contra um nativo americano durante a Marcha pela Vida de 2019, em Washington, DC.

O processo contra ‘The Washington Post' visava 250 milhões de dólares e continua avançando em parte, apesar da tentativa do ‘Post' de arquivar o caso, segundo indica ‘Fox News'.

Os fatos

Em 19 de janeiro de 2019, após a Marcha pela Vida, a imprensa divulgou afirmações de que um vídeo curto mostrava jovens do Covington Catholic High School (Kentucky) assediando Nathan Phillips, um ativista nativo americano que cantava e tocava um tambor cerimonial do lado de fora do Monumento a Lincoln.

O vídeo postado no Twitter mostra Sandmann, que usava um chapéu com o lema "Make America Great Again", sorrindo e muito perto de Phillips.
O ativista disse aos meios que os estudantes o assediaram e repetiam as frases contra ele.

O vídeo rapidamente se tornou viral e muitas pessoas pediram a suspensão ou expulsão de Sandmann e seus colegas de classe como castigo por seu comportamento aparentemente desrespeitoso.

Diocese e escola de Sandmann

A diocese à qual Sandmann pertence, assim como a sua escola de ensino médio, publicaram inicialmente declarações condenando seu comportamento.

Porém, à medida que o tempo passava, descobriu-se um vídeo adicional que mostrava um contexto muito mais claro do encontro entre Phillips e Sandmann.

As novas imagens revelaram que Sandmann e seus colegas de classe tinham sido intimidados pelos ativistas que faziam insultos raciais.

O novo vídeo mostrou que o ativista Phillips havia se aproximado dos alunos da escola católica de Covington, e não o contrário, e começou a tocar um tambor na cara de Sandmann.

O jovem de 16 anos optou apenas por permanecer em silêncio e, inclusive, começou a rezar.

Bispo, diocese e colégio se retratamm

A Diocese de Covington e a Covington Catholic High School emitiram declarações condenando os estudantes, mas depois se retrataram.

O Bispo de Covington, Dom Roger Foys, conversou com os estudantes católicos de Covington e pediu desculpas por sua resposta prematura ao incidente.

Investigação e indenização

Uma investigação realizada por terceiros concluiu que os estudantes não tinham provocado o encontro e que não havia evidências de que tivessem feito declarações ofensivas ou racistas.

A família do jovem católico pediu uma indenização milionária devido aos danos morais e à "angústia emocional que Nicholas e sua família sofreram" com a notícia falsa que viralizou.

O advogado de Sandmann, Todd McMurtry, disse a ‘Fox News' que em 30 ou 40 dias serão apresentadas ações contra até 13 acusados.

"Entre estes acusados estão: ABC, CBS, The Guardian, The Huffington Post, NPR, Slate, The Hill e Gannett, dono do Cincinnati Inquirer, além de outras equipes pequenas, de acordo com McMurtry", destaca Fox News.

(JSG)