Jovens católicos que migram para o Japão: um desafio para a Igreja

 

Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 08-06-2018, Gaudium Press) Um sopro de ar renovado percorre o Japão e transforma-se num desfio para a Igreja local: jovens migrantes filipinos e vietnamitas chegam trazendo a Fé Católica e surpreendendo a estrutura eclesiástica japonesa.

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No ‘País do Sol Nascente' os cristãos são apenas 2% da população.

Conforme relata o Padre Ignácio Martinez, um missionário mexicano que pertence ao Departamento de Assuntos Sociais da Conferência Episcopal do Japão, "A sociedade japonesa está cada vez mais idosa assim como nossas comunidades".

Padre Ignácio fala sobre a chegada dos jovens migrantes católicos: "Por um lado isso é um bem porque temos muitas pessoas com grande experiência de vida; mas, por outro lado, estão chegando muitas pessoas de outros países, e muitos deles são católicos e jovens, que vivem de um modo diverso".

Para o missionário esse vento que traz um ar renovado, representa também, "um grande desafio, particularmente para as pequenas paróquias nas áreas rurais".

O Padre relata: "Recentemente visitei uma paróquia perto de Fukushima, no norte do Japão. Ali a comunidade contava com cerca de vinte pessoas. Um dia, chegaram quarenta filipinos. Foi uma verdadeira surpresa para os japoneses".

Os membros do episcopado japonês "têm consciência da situação e estão tentando mudar o modo de pensar e ser Igreja Católica", diz.

E entre novidades, assinala o sacerdote, há a nomeação, no final de 2017, de Dom Tarcísio Isao Kikuchi, arcebispo de Tóquio, que era missionário em Gana, e que veio África para dirigir a comunidade católica da capital japonesa. Além disso, temos um novo bispo que não é japonês. Desde dezembro passado, o bispo da Diocese de Naha é o norte-americano Wayne Berndt".

O Padre Antônio Camacho Muñoz, outro missionário mexicano que é responsável por cinco paróquias da diocese de Kioto, exprime esperança e alegria pela chegada dos migrantes católicos: "Estes jovens têm uma fé muito forte e são uma lufada de ar fresco para a Igreja no Japão", diz o missionário.

Ele narra que em alguns domingos, durante a missa, "fazemos a primeira leitura em língua vietnamita, a segunda em filipino e o Evangelho em japonês. Desse modo a nossa Igreja está se tornando ‘internacional'".

Padre Camacho aponta qual o desafio que surge dessa imigração.

Segundo ele, para a Igreja e para os Católicos em geral, "nasce um aspecto importante, principalmente se considerarmos que o Japão é um país tendencialmente fechado para com os estrangeiros: como acolhê-los. Este será um trabalho importante (um desafio) para a Igreja Católica". (JSG)